Cadeias logísticas locais versus globais
A ascensão do nearshoring
1/14/20262 min read
Cadeias logísticas locais versus globais: a ascensão do nearshoring
Durante décadas, as cadeias logísticas globais foram estruturadas com base em produção concentrada em regiões distantes, priorizando escala e custo unitário. Esse modelo funcionou — até que crises sucessivas expuseram seus limites.
Em 2026, o mercado consolida uma mudança clara de mentalidade: menos distância, mais controle. É nesse contexto que o nearshoring deixa de ser tendência e passa a ser estratégia.
O que está por trás dessa mudança?
A pandemia, conflitos geopolíticos, restrições comerciais e gargalos portuários mostraram que cadeias longas são mais frágeis. Quanto maior a distância entre produção e consumo, maior o risco — e menor a previsibilidade.
Empresas passaram a repensar suas operações com foco em:
Redução de riscos operacionais
Menor exposição a rupturas globais
Mais agilidade na reposição de estoques
Maior controle sobre prazos e custos totais
Cadeias globais: escala com complexidade
As cadeias globais continuam relevantes, especialmente para produtos altamente comoditizados ou dependentes de clusters produtivos específicos. Porém, elas carregam desafios claros:
Lead times longos
Dependência de múltiplos modais e fronteiras
Maior impacto de crises externas
Menor flexibilidade operacional
O custo do frete deixa de ser o único indicador — o custo do risco entra na conta.
Cadeias locais e regionais: controle e resiliência
O nearshoring propõe a aproximação da produção dos mercados consumidores, fortalecendo cadeias regionais. O ganho não está apenas na distância, mas na previsibilidade.
Entre os principais benefícios:
Redução de prazos de entrega
Menor dependência de rotas congestionadas
Mais facilidade para ajustes de volume
Melhor integração entre produção, estoque e distribuição
Não se trata de substituir totalmente o modelo global, mas de equilibrar eficiência e resiliência.
O impacto direto na logística
Com o avanço do nearshoring, a logística assume um papel ainda mais estratégico:
Planejamento multimodal mais curto e eficiente
Contratos logísticos mais estáveis
Operações integradas entre países vizinhos
Maior necessidade de parceiros com visão regional
A logística deixa de ser apenas execução e passa a ser parte central da tomada de decisão.
Nearshoring não é moda — é estratégia
Empresas que adotam o nearshoring de forma estruturada conseguem:
Reduzir riscos sem perder competitividade
Ganhar previsibilidade operacional
Tomar decisões baseadas em dados, não apenas em custo imediato
Em 2026, o diferencial não está em escolher entre local ou global, mas em saber combinar os dois modelos de forma inteligente.
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